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Cobrança de pedágio na Terceira Ponte muda e abre polêmica


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Cobrança de pedágio na Terceira Ponte muda e abre polêmica

A partir de domingo, motorista só vai pagar tarifa no sentido Vila Velha-Vitória. Prefeitura da Capital contesta medida, e município vizinho vai avaliar resultados.

PEDÁGIO SERÁ COBRADO SÓ DE QUEM SAI DE VILA VELHA.

Com o objetivo de melhorar o trânsito de Vitória, a cobrança de pedágio na Terceira Ponte deixará de ser feita no sentido que vai para Vila Velha. O pagamento ocorrerá somente quando o usuário seguir no sentido Vitória. Nesse novo modelo, a tarifa a ser cobrada – que hoje é de R$ 1 – passará paraR$ 2.

A mudança começa a valer a partir da zero hora do próximo domingo. Essa foi a determinação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp) à Rodosol,queadministraaponte, anunciada na tarde de ontem. Inicialmente, a cobrança unidirecional valerá por 30 dias. “Há um potencial de melhoria na mobilidade urbana da região com a mudança”, destacou Julio Castiglioni, diretor-presidente da agência. A expectativa, segundo a subsecretária de Transportes, Luciene Becacicci, é  de que a mudança permita uma reduçãode10%no tamanho das filas no entorno da ponte. “O que resultará aindaemuma reduçãomédia de 10% nos tempos das viagens”, explicou.

Os estudos realizados pela Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) em conjunto com a Arsp levaram em consideração dados do período de pico do trânsito na ponte, no intervalo de 16h30 e 19h30. Entre 17h15 e 18h15, passam pela ponte no sentido  Vitória-Vila Velha, aproximadamente, 3.500 veículos.

A medida a ser implementada vai eliminar as retenções das cancelas e reduzir a lentidão da rampa provocada pela parada e aceleração nas cabines.

Nos próximos 30 dias, a mudança será avaliada por uma equipe formada pela Arsp, Setop, Rodosol e Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, além das Guardas de Vitória e Vila Velha. Eles vãomonitorar os reflexos da mudança e se haverá necessidade
de novos ajustes. 

ALTERNATIVA De acordo com Castiglioni,  a busca por “soluções criativas” para melhorar a mobilidadeurbanadaCapital vem da impossibilidade de realizar obras na ponte, em decorrência de uma ação civil pública que há 20 anos tramita na Justiça Estadual.“ Esta não é a solução de mobilidade urbana.

Mas, diante das dificuldades jurídicas, é o que se pode fazer para minimizar os impactos no trânsito”, disse.  Não estão descartados, segundo ele, outros investimentos previstos para a ponte, mas que estão temporariamente inviabilizados em decorrência da Justiça. “São investimentos que terão reflexo na tarifa de pedágio, cuja mudança não é autorizada pela Justiça”, explicou.

De acordo com o diretor, os estudos apontam que não haverá impacto na arrecadação de pedágio feita pela Rodosol, e prevista em contrato, em decorrênciada mudança. “Mas isto também estará sendo  valiado nestes 30 dias. Se houver um desequilíbrio econômico-financeiro, ele será avaliado no final do ano, época em que é concedido o reajuste da tarifa”, explica.

Castiglioni acrescentou que também foram levados em consideração as propostas apresentadas pela Associação de Moradores da Enseada do Suá, bairro que enfrenta os reflexosdocongestionamento no entorno da ponte.

OUTRO LADO

Por nota, a concessionária Rodosol informou que “apoia todas as iniciativas que visam a melhoria da mobilidade urbana como o estabelecimento da cobrança unidirecional do pedágio da Terceira Ponte, sugerido por estudos técnicos realizados por órgãos do poder concedente”. Informou ainda que “promoverá a sinalização adequada para adaptação desse novo fluxo de tráfego, em cooperação com as autoridades de trânsito.”

Fonte: Jornal A Gazeta