Trabalhar através da CLT foi o objetivo do brasileiro por muitos anos, entretanto, algumas mudanças aconteceram no setor e outras categorias de emprego passaram a ganhar mais espaço. Seja pela reforma dos direitos trabalhistas ou pela ampliação de regalias das outras opções de serviço, talvez não seja mais tão vantajoso trabalhar pela CLT.

A CLT era a única forma que o trabalhador brasileiro tinha de garantir seus direitos básicos a partir das leis trabalhistas. Porém, alumas mudanças têm acontecido nesse setor, o que fez com que alguns  brasileiros passassem a buscar outras formas de atuar no mercado de trabalho.

É interessante enfatizar ainda, que alguns direitos, mesmo após a ampliação de recursos para outras categorias, são somente destinadas a quem trabalha com a carteira assinada. Um exemplo de um benefício que continua sendo previsto somente para a CLT é o PIS 2020.

O Programa de Integração Social (PIS) dá acesso ao abono salarial, um saque importante que pode chegar a até um salário mínimo vigente. O recurso continua sendo destinado a CLT mas passou por modificações de regras, o que levou alguns brasileiros a perder o direito ao saque e buscar trabalho independente.

Um outro ponto que dá suporte a essa mudança no mercado de trabalho é o MEI, uma opção que o microempreendedor tem para se oficializar no seu negócio e ter acesso a alguns direitos trabalhistas bem indispensáveis como a aposentadoria, por exemplo.

E quem não está de acordo com as regras para se oficializar como MEI, ainda tem a opção de contribuir junto ao INSS de forma independente. Para tanto, basta redigir um documento oficial de contribuição e calcular a alíquota disponível para você.

A outra opção que esse beneficiário não dependente da CLT possui é a Previdência Privada, que já passou a ser uma regra para milhares de brasileiros que serão prejudicados pelas novas regras da aposentadoria após a Reforma da Previdência.

Em todo caso, o que é mais interessante sobre as mudanças do mercado de trabalho é como o mesmo se adaptou a crise financeira do país e aos poucas oportunidades disponíveis. O serviço de freelancer, por exemplo, pode demonstrar bem os princípios dessa nova geração de trabalhadores.

Isto poque, apesar do trabalhador freelancer não poder desfrutar dos benefícios da carteira de trabalho, o mesmo também não é descontado por taxas e valores que abatem a sua remuneração.

Por essas razões, o brasileiro tem preferido investir em outros setores e buscar trabalhos mais flexíveis e independentes.